Defeito osteoporótico focal de medula óssea

O defeito osteoporótico focal de medula óssea é uma alteração radiográfica relacionada à presença de medula óssea que simula a imagem de diferentes processos patológicos intraósseos. Alguns autores acreditam que essa alteração se dá em decorrência de um defeito no reparo ósseo após extração dentária. Mas, as hipóteses de medula fetal persistente ou de hiperplasia medular em resposta a demanda por eritrócitos também são consideradas. Em alguns casos se estabelece correlação deste defeito com a extração dentária, no entanto há relatos que o associam à ocorrência em pacientes com quadro de anemia falciforme. Nesse sentido, o desenvolvimento da alteração pode ser explicado (ou ao menos fundamentado) por mais de uma teoria. No exame radiográfico, principalmente na análise de radiografias panorâmicas, observa-se área radiolúcida com limites, razoavelmente, precisos, localizada principalmente no rebordo inferior edêntulo (ver figura abaixo). Durante a avaliação clínica não é notada tumefação, porquanto, o diagnóstico diferencial é fundamental, incluindo, principalmente, granuloma dentário, cisto radicular, cavidade óssea idiopática, cistos ou tumores odontogênicos benignos. Embora nenhum tratamento seja necessário, a biópsia incisional do defeito osteoporótico focal de medula óssea é, eventualmente, realizada com o propósito de se descartar a possibilidade de qualquer alteração patológica.

defeito osteoporótico focal de medula óssea

Figura: Imagem radiográfica do defeito osteoporótico focal de medula óssea.
 
 

Microscopia

 

Figuras B e C: O quadro microscópico caracteriza-se pela presença de medula hematopoiética celular com depósitos variáveis de tecido gorduroso; no qual há diversos elementos celulares, entre eles, megacariócitos.

Leitura complementar:

1- Neville BW, Damm DD, Allen CM, Chi AC. Oral and Maxillofacial Pathology. Elsevier, 4ed., 2015.

2- Sado B, Ozeki S, Higuchi Y, Nakayama E. Osteoporotic bone marrow defect of the mandible: Report of a case diagnosed by computed tomography scanning. J Oral Maxillofac Surg 1992;60:80-82.